Eu nunca fui de chamar a atenção. Na verdade, fiz de tudo para ser invisível. Aos 20 anos, com meu corpo gordinho e a timidez que me envolvia como um cobertor, eu me sentia mais segura no canto da sala de Letras. Meu moletom, meus fones de ouvido e minha mochila pesada eram minha armadura. Por fora, eu era só a Aninha, a menina quieta que vivia no mundo dos livros.