A tarde em São Paulo estava abafada, o ar quente e úmido grudando na pele como uma segunda camada. Caminhando pelas ruas do centro, a bolsa de couro preto batendo levemente no quadril enquanto ajustava o óculos escuro sobre os olhos azuis. O curso de capacitação profissional havia terminado mais cedo, e tinha algumas horas livres antes de pegar o ônibus de volta para Campinas. Não era a primeira vez que passava em frente àquele cinema, com seu letreiro vermelho piscante anunciando Filmes para Adultos. Entrada maiores de 18 anos em letras descascadas. Desta vez, porém, algo me fez parar.