O Uber comeu minha amiga

Minha amiga Júlia me contou essa história. Dias atrás, ela pediu um uber para deixá-la numa festa. Mal sabia que naquela noite, a festa ficaria em segundo plano.

Passava das 20h, Júlia tinha acabado de tomar um banho. Resolveu vestir-se de forma simples elegante e muito provocante. Ela é baixinha, gordinha, daquelas mulheres que entendem bem do seu corpo e sabem como valorizá-lo apesar dos quilos a mais na balança. Sua marca registrada é o belo sorriso e o bumbum

redondo. Já vi homens se aproximando dela para elogiarem um ou outro. Demorou um pouco mais do que o habitual para se vestir naquele dia, sentia-se sexy e queria explorar esse lado. O vestido curto de saia rodada, deixava a cintura bem marcada, vestiu uma lingerie branca de renda, calçou as sandálias de tiras finas de salto alto e soltou os cabelos loiros e lisos num movimento de cabeça. Sentia-se linda. Estava na porta de casa quando abriu o aplicativo e solicitou um carro. No mapa, mostrava que o motorista estava muito próximo, na foto, um rapaz jovem e simpático. Quando parou o carro sedan com vidros fumê, Júlia abriu a porta e sentiu o perfume do

motorista. Ele estava bem vestido, camisa de botão e o cabelo penteado. Ela entrou no carro e partiram para o destino dela. No caminho, assuntos aleatórios, a lua que estava bonita, a festa que ela estava indo e parecia ser muito boa. Uma música que ambos gostavam, tocava no carro e Fernando cantarolava em espanhol. Júlia sentiu-se atraída por ele, era o tipo de homem que chamava sua atenção. Apesar de não ser muito alto, Fernando era o tipo magro e esguio. O tom de pele morena e o cabelo

preto bem cortado, emoldurava o rosto com a barba bem feita. Havia uma eletricidade entre eles, alguma faísca contida que fazia Júlia sentir-se realmente atraída pelo rapaz. Conversaram um pouco mais, e Fernando tinha 28 anos, fazia faculdade de administração e era filho de pai peruano. Júlia observava-o enquanto dirigia e falava, via sua boca mexer e quis beijá-lo, no entanto, cruzou as pernas numa tentativa de conter seus impulsos.

Quando o carro parou em frente ao local da festa, Júlia não quis descer imediatamente. Fernando também não parecia ter pressa. Entreolharam-se por mais um tempo e despediram-se com um beijo no rosto. Júlia, tomou coragem e pediu seu telefone, perguntando se poderia ligá-lo alguma outra hora. Ele sorriu e pediu para adicioná-lo também no whatsapp, “pode me ligar quando quiser”. Na festa, eu e

Júlia estávamos no bar, quando ela me contou sobre “seu uber”. Ela realmente parecia interessada naquele homem, contou com entusiasmo esse encontro e o descreveu com tantos detalhes. Eu a incentivei a ligar para ele ali mesmo. Dois drinks depois, Júlia batia papo com Fernando, ela ria e tinha o habitual brilho nos olhos de quem está tendo a melhor conversa por telefone. A festa ficou secundária. Um tempo depois, ela vem até mim e diz que decidiu ir embora, Fernando vai busca-la para tomarem um drink juntos noutro lugar. Na porta, me despedi da minha amiga e voltei para a festa, lá dentro, encantei-me por um baiano que me fez perder o fôlego diversas vezes, mas essa história conto depois.

Quando Júlia entrou no carro, Fernando a recebeu com um beijo demorado no rosto. Ele brincou com o fato dela não ter permanecido tanto tempo na festa e ela desconversou. Fernando não bebia álcool e Júlia perguntou porquê ele aceitou seu convite, ele respondeu que queria revê-la. Tomaram uma água de côco e a conversa fluía, quando Fernando a beijou. Júlia correspondeu com fervor, era uma mulher intensa, cheia de vontade, os lábios dela pareciam labaredas de fogo que

consumiam-se ao toque dos lábios dele. O corpo reagiu, Júlia sentia-se em chamas por dentro. Fernando a abraçou e beijou seu pescoço. Segurou seu cabelo pela nuca e manteve o controle da situação. Caminharam para o carro e continuaram as carícias, os beijos ficaram mais intensos, Júlia pôs uma das mãos de Fernando sobre seu seio, ele correspondeu tocando seu mamilo com o polegar e em seguida o beijou. Júlia gemia ao toque de Fernando que, ficou cada vez mais intenso. Percorrendo seu corpo com as mãos, ele apalpou sua bunda com a ponta dos dedos, Júlia sussurrava

por mais no seu ouvido, Fernando pousou a mão sobre sua calcinha que a essa altura estava encharcada de desejo. Ele beijou sua boca com intensidade e massageou seu clitóris com o indicador. Júlia perdia-se naquelas carícias. Fernando baixou o rosto até sua pélvis, a respiração ofegante, os corpos suados do carro com os vidros fechados, primeiro beijou sua buceta sobre a calcinha, depois puxou para o lado e esfregou a barba naquela fenda babada. Júlia estava ofegante. Num misto de perigo e prazer, eles se estregavam ao desejo. Fernando lambia e chupava sua boceta, ora concentrava-se no clitóris, ora a explorava completamente. Quando Júlia gozou na sua boca, Fernando beijou-lhe os lábios para que provasse do próprio mel. Ainda em êxtase, Júlia avançou sobre ele, abriu sua calça e admirou um pau rígido e grosso.

Entre beijos e lambidas, ela provocava arrepios nele. A boca aberta, os olhos famintos engolia aquele membro com muita proeza, enquanto movia suas mãos em vai-e-vem. Fernando implorava para que ela não parasse, Júlia sentia prazer em vê-lo tão entregue àquela aventura. Em pouco tempo, Fernando gozou na boca dela, deixando-a ainda mais sedenta. Deitaram os bancos do carro, Júlia tirou sua calcinha e Fernando a penetrou ali mesmo. Eles estavam tão embriagados de desejo que nem se importavam com a possibilidade de serem vistos por alguém, os corpos suados se abraçaram e riram daquela pequena loucura após uma segunda gozada.

Era tarde da noite quando Júlia chegou em casa. Seu corpo exalava lascívia, sua calcinha molhada, jogada na bolsa, denunciava sua última aventura. Na manhã seguinte, eu e ela conversamos ao telefone. Júlia sentia animada com a possibilidade de rever Fernando, eu, por minha vez, ainda estava entre lençóis com o meu baiano.

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