Aquela Escapadinha

Tudo começou com as inúmeras sms trocadas dias e dias a fio, com um amigo especial.
Longe dela imaginar que esse mesmo amigo seria o seu aliado do seu primeiro escape extraconjugal.
As conversas desde sempre tiveram lugar na internet, umas vezes mais formais, outras brincalhonas e outras muito atrevidas. Ambos casados, maliciosos, deixavam que o fio fosse desenrolando sozinho com uma pequena ajuda de parte a parte.

O à vontade deles era já tão grande que um dia no meio dessas conversas ela diz-lhe: “até hoje só conheci um homem sexualmente, e por vezes imagino o que seria sentir outras mãos que não estas habituais a tocarem-me, queria poder sentir essa sensação, mas ao mesmo tempo, tenho receio, tenho muito medo”…
Ele escutara-a como sempre sabia fazer, e acho que aquela frase entrou na cabeça dele a 1000 à hora, despertando em si o desejo comum em tal fantasia.
Penso que foi a deixa perfeita para que tudo pudesse acontecer entre ambos, conheciam-se bem,havia confiança plena e sabiam também até onde iam os seus limites.

Planejaram tudo muito bem, sem que ninguém desconfiasse de nada, ela arrumou um dia de folga, ele também soube escapar do seu trabalho sem qualquer tipo de problema.
E eis que o dia de julho chegou.
Um dia de sol quente, agradável e o local escolhido acolhedor também, com umas vistas fantásticas sobre o mar.

Marcaram hora, e ela enquanto viajava no seu carro sozinha, pensava vezes sem conta “vou chegar lá e vou voltar para trás, não vou ter coragem para seguir em frente”…tremia e tremia, tanto pelo medo que sentia em estar prestes a entrar numa aventura proibida, como pela adrenalina causada.
Quando ela se aproximou do local o coração quase que lhe saiu pela boca, as pernas bambeavam….mas, mesmo assim ainda não quisera desistir.

Chegou ao local. Estacionou o carro e subiu até ao quarto 119, onde ele a esperava também ansioso.
Já dentro do quarto, trocavam palavras entre si, tudo aquilo que estavam sentindo, mas nem um nem outro quiseram desistir daquilo que seria o inicio de uma aventura muito perigosa.

Chegam perto e beijam-se, aquele já não era o primeiro beijo entre eles, porque esse passo já tinha sido dado à algum tempo atrás.
E deram início àquilo que ele lhe prometera….uma massagem!

Ela sobre a cama deitada de costas para cima, ele em cima das pernas dela, foi-lhe tirando a roupa aos poucos, deixando apenas a roupa interior.
O primeiro toque nas suas costas foi quase como um “choque”, sentir umas mãos diferentes, suaves na sua pele desnudada…foi algo indiscrítivel.

A massagem continuou e ela parecia estar a gostar. Como ele tinha umas mãos macias, leves…pensara ela.
Nesse vai e vem de mãos sobre o seu corpo, ela sente um movimento diferente vindo dele, de repente começa a sentir-se beijada nas costas, sente percorrer uma língua quente e macia sobre a pele, que a faz soltar um breve gemido acompanhado por um arrepio.
“Ai, ai”…pensava ela, “desta não fujo mais, já não há como voltar atrás”!

Ele, enquanto lhe beijava as costas, vai metendo aos poucos uma mão entre o ventre dela e a cama, tocando-lhe os seios, acariciando-a, vai descendo e toca-lhe por fora o seu sexo, que nesse momento já estava todo molhado tanto era a tesão que sentia.
Ela vira-se e deixa de sentir medo, o que ficou lá fora já não é mais lembrado naquele quarto onde dois seres dão asas ao seu primeiro escape extra depois de alguns anos de casados.

Ali, respira-se vontade, desejo, loucura, tesão…
Agora ele deitado e ela plena de tesão com o sexo hirto dele na sua mão, pegando e sentindo-lhe o sabor levando-o à sua boca, lambe-o cuidadosamente proporcionando-lhe um prazer visível no seu rosto.

Soltam-se gemidos e chegam ao ponto de quererem sentir-se um só…ele penetra-a lentamente e que sensação aquela…tudo era tão diferente do habitual, parecia um daqueles sonhos eróticos que por vezes acontecem enquanto dormimos.
Era um sonho sim, mas um daqueles sonhos em que presenciamos tudo e sentimos na pele enquanto acordados.

A partir desse dia, as suas vidas foram vistas com outros olhos, começou a ter outro significado desconhecido até então.

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